Novos Primos

Embora, por vezes, descubra episódios tristes, a genealogia só me tem trazido coisas boas! Da descoberta de antepassados às suas formas de vida e profissões, passando pelas casas e suas histórias, novas geografias e, mais recentemente, a enorme alegria de encontrar familiares vivos, descendentes das mesmas pessoas de quem eu descendo! Tenho tido a sorte de ir encontrando primos, normalmente afastados, neste caminho! Pessoas que, como eu, fazem investigação documental e/ ou genética na área da genealogia. São vários os casos, uns já documentados, outros em vias de o ser, outros ainda que deixam muitas dúvidas e que não chegam a lado nenhum. Para exemplificar, partilho dois exemplos distintos, ambos já comprovados documentalmente e ambos pertencentes ao meu ramo dos distritos do Porto e Braga.

 

Genealogia documental: os Faria Couto

Através da página www.familysearch.org, onde partilho na totalidade os vários ramos da minha árvore genealógica, recebi uma mensagem com algumas questões sobre este ramo familiar. Tratava-se de uma pessoa originária do Brasil, cujo bisavô teria emigrado no início do século XX para aquele país. A única coincidência que tínhamos era esta composição de sobrenomes: Faria Couto. Não havia uma pessoa óbvia em comum nas duas árvores, sendo que ambas estavam com algumas lacunas documentais. Começámos, em paralelo, a procurar e a ler assentos, como sempre na página http://tombo.pt/. Fomos encontrando pistas, até encontrarmos dois assentos diferentes (cada um encontrou o seu) com uma coincidência de nomes de um determinado casal de avós: António Manuel de Faria e Couto e Josefa Rosa de Jesus Pires. Estava encontrado o nosso casal comum! A partir daí foi preencher lacunas com mais documentação, bem verificada, e estava feita a ligação entre nós! Abaixo segue esta pequena árvore de parentesco. Abstenho-me de escrever alguns nomes e datas, por respeito pela privacidade dos envolvidos.

NOVOS PRIMOS - FARIA COUTO

Genealogia genética: o casal António e Paula

Recentemente o meu pai, por minha iniciativa, fez um teste genético com fins genealógicos. Além de todo o manancial de informação que pudemos ficar a conhecer, como haplogrupos, migrações, etc., pude fazer partilha de informação em várias bases de dados de genealogia genética. Essa partilha permite a comparação com outros utilizadores, o que veio a revelar-se muito produtivo! Uma dessa páginas é o https://gedmatch.com (ou uma outra versão, o https://genesis.gedmatch.com). Numa das comparações que efetuei vi que o meu pai partilhava um segmento razoável do cromossoma 6 com outro utilizador. Era uma correspondência de 4,5 gerações (portanto, relativamente próxima). Recorrendo à página https://www.facebook.com/groups/GenealogiaGeneticaPortugal/ encontrei o utilizador em causa com facilidade, e iniciámos a pesquisa conjunta. O palpite dele era precisamente para um ramo que eu tinha pouco desenvolvido a partir dos quintos avós, pelo que tentei aprofundar e dediquei um fim de semana a essas pessoas. Dois dias depois tínhamos tudo comprovado documentalmente (ainda que tenhamos tido o desafio de nomes alterados, algo muito comum e que por vezes nos dificulta a vida a todos!). Curiosamente, há coincidência com o ramo atrás descrito. Partilho aqui mais esta pequena árvore de parentesco, também com omissão de nomes e datas recentes, por questões de privacidade.

NOVOS PRIMOS - CASAL ANTÓNIO E PAULA

Isabel Roma de Oliveira, 2017.10.13

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